Love is in the Air!

Caros leitores,

Acredito que muitos de vocês conhecem nossa amiga Tabata Rocha, a mulher azarada. A moça teve vários momentos difíceis em sua vida. Parceiros que decepcionaram e ficaram guardados no coraçãozinho da pequena menina. No entanto, alguns desses rapazes me procuraram para que pudessemos mostrar a vocês, caros leitores, um pouco mais sobre seu histórico amoroso.

Começando pela primeira foto, temos Marcos. Um homem simples, cujo o único objetivo de sua vida era fazer a moça feliz. Mas infelizmente, Tabata lhe deu um pé servido na bunda devido a seu vício por álcool. Eles se conheceram dentro de um ônibus em uma viagem para São Paulo. Por uma questão de privacidade pedida pelos rapazes, não divulgaremos seus rostos por tamanha feiura.


O segundo rapaz, agora já em uma idade mais "madura", temos Ezequiel, o louco. Este, como pode-se ver na foto abaixo, sofria de uma leve demência que o impedia de vestir roupas. Desde seus dezoito anos, Ezequiel parou de usar roupas e resolveu desfilar como veio ao mundo. Tabata o conheceu em uma festa em uma cidade próxima a Maringá, Dr. Camargo. Em um baile funk da vila, a mesma sentiu amor a primeira a vista. Ficaram quatro meses juntos, mas devido ao constrangimento que seu parceiro causara em sua família e amigos, a jovem decidiu dar-lhe um pé na bunda. Este com certeza era o mais horrível de todos!


A próxima vítima da moça, foi Ricardo, o bolinha. Este bem-sucedido rapaz, conheceu-a em uma pizzaria no centro da cidade. Após trocarem vários olhares sexys durante o jantar, Ricardo pediu-lhe o telefone sem hesitar e a partir daí surgiu um romance. Ficaram juntos durante nove meses. Infelizmente, Tabata lhe deu um pé na bunda devido ao seu excesso de peso por tamanha gula incontrolável do empresário.


Agora já no seu atual relacionamento, temos Afrânio, o doido. Após refletir durante incontáveis dias, a estranha menina percebeu que seu interesse era unicamente por homens mais velhos. Depois de algumas experiências ela teve certeza! Mas desta vez, ela apelou... Conhecera Afrânio (97 anos) durante um pequeno show de uma banda argentina no centro da cidade. Dançaram e trocaram olhares durante todo o tempo. O amor estava no ar e percebia-se claramente que foram feitos um para o outro. Afrânio tentava persuadí-la com a "dança do acasalamento", mas Tabata não cedera. Então o mesmo se contentara apenas com o telefone dela, embora seus lábios quase se tocassem em diversas vezes durante a festa (como se vê na foto). Algumas semanas depois, vejo os dois de mãos dadas caminhando no parque, apaixonados... Espero que desta vez ela tenha acertado!

PS: Tabata, sinto que este é o homem da sua vida! Não desperdisse esta oportunidade! Seja feliz com o Afrânio!

Flagrante!

Hoje, no dia 6 de outubro de 2009, tive a infelicidade de presenciar um fato lamentável... Ricardo Rodrigues e Carlos Nascimento saindo do motel Ali Babah (zona 49). Na foto abaixo, percebe-se claramente a satisfação de Ricardo após alguns momentos "prazerosos", ou seja, seu sorriso facilmente evidencia esta desgraça. Encoxando atrás, na tentativa de esconder seu rosto para as câmera, temos Carlos (vulgo Carlotta) que foi identificado na segunda foto. Detalhe: Carlos Nascimento é um homem casado e pai de família. Veja também que o mesmo se encontra sem sua aliança de casamento, pois para praticar o ato homossexual, tirara para esconder seu matrimônio. É importante lembrar que Ricardo Rodrigues é um rapaz praticamente casado também e que mesmo assim, continua a fazer essas homossexualidades sem refletir sobre seus atos. Peço para que suas respectivas esposas tenham consciência sobre seus maridos e tomem alguma atitude sobre isso!

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Decepção
















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Matheus Galvão me Matando de Vergonha!



















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Blog do Papai Urso

Enquete












Qual desses é o(a) mais Assustador(a)?


Rooney (1) Ronaldinho (2)Tevez (3)

Michael (4)Samara (5) Tabata (6)

Amy (7) Estevão (8) Fireball (9)

Isaac (10) LiLo (11) Matheus (12)



Currículo do Lula

Amor Inusitado (trailer)

Murillo Borges & Isaac Katlab

Meu amigo Matheus G. Galvão

Parece até coincidência, mas não é. Era 24 de agosto de 2004. Eu e meu amigo Rodrigo B. Nobre, vulgo Toledo, estavamos procurando um baterista para nossa banda urgentemente. Por indicação, chegamos até esse rapaz ao lado, Matheus G. Galvão. Era preciso um teste para o qualificarmos com sua bateria. Então ele nos disse para que fossemos em sua fortaleza, próximo a av. Cerro Azul. Nosso primeiro contato, foi através do "msn". Após doze minutos de conversa, percebi que algo estranho se passava com esse jovem rapaz, pois exatamente nesses doze minutos, ele disse: "quero vocês aqui na minha casa, vou estar sozinho." Li atentamente com meus olhos de falcão para ver se era mesmo aquilo que estava escrito na tela. Infelizmente era mesmo. Após o incidente, uma única palavra martelava em minha cabeça: gay. Passaram-se dois dias e finalmente chegamos a casa de nosso futuro baterista. Ao abrir a porta de aço de sua mega-fortaleza, nos deparamos com uma figura cômica de sobrancelhas bem feitas, mãos delicadas, aparelho nos dentes e nariz de Michael Jackson. Com suas pernas depiladas e seu tênis nº 38, Matheus pediu para que entrassemos. Ao chegarmos até seu estúdio, ele disse com sua voz fina e rouca: "quero tocar vocês". O fato é que ele falou tão rápido, que o certo seria "quero tocar COM vocês". Logicamente, todos nós fingimos entender a segunda frase. Durante o ensaio, reparei com meus olhos de falcão que Matheus Galvão não tirava os olhos do nosso guitarrista Matheus Cavalher, vulgo Boneca. Com jeito de menina e cabelos longos e dourados, Boneca, de alguma forma, atraiu sexualmente o jovem baterista, havendo troca de olhares famintos e fulminantes com direito a lambidas de lábio. Tentei ignorar isso, pois não era o momento para interver a homossexualidade dos dois. De alguma forma eu teria de impedir isso!

Logo após o ensaio, nos dirigimos até a cozinha. Lá havia um cachorro preto cego com mais de vinte anos que batia em todas as paredes quando caminhava pela casa. E rapidamente, Matheus Galvão foi até o cesto de frutas e pegou duas bananas. O mais inusitado de tudo era a forma como ele descascava a fruta. Ao invés de puxar a ponta da casca até a parte de baixo, ele a segurava com a mão fechada, próximo a parte de cima, e fazia uma movimentação repetitiva de baixo para cima na espera que algo surgisse na parte superior da fruta, deixando-o totalmente frustrado. Em seguida, ele as colocou em um pequeno prato (agora já descascadas), cortando uma das pontas para que pudesse deixá-las equilibrando na vestical no prato. Então, de maneira estranha, ele jogava leite nas bananas e começava a lambe-las sem qualquer motivo. O mais estranho de tudo é que ele se concentrava na ponta da fruta, lambendo-a com a língua através de movimentos eróticos. Fiquei enojado e disse: "O quê que você está fazendo rapaz?!". Olhei para meus companheiros de banda e vi que Boneca apreciava colocando seu próprio indicador em sua boca e lambendo-o insaciavelmente. Toledo apenas tampou os olhos com uma das mãos, mostrando-se enojado. Enquanto nosso vocalista, o extrovertido e melódico Thiago Matos apenas gargalhava. Logo depois disso, decidimos partir. Ao descermos da escada que leva a parte da frente da fortaleza, Matheus Galvão novamente me surpreendeu. No momento em que eu iria descer a tal escada, ele já se encontrava na parte de baixo e estranhamente ele se inclinou para frente e colocou suas mãos para trás em um sinal que eu devesse pular em suas costas. Irritado, gritei "credo! suma daqui sua bicha louca!". Então saí correndo de sua fortaleza rumo a minha casa.

Chegando lá, eu, Toledo, Boneca e Matos, conversavamos sobre a integração do individuo Matheus Galvão. Então Boneca disse: "adorei ele". E Matos: "Por mim ele está dentro". Toledo: "ai, não sei". Faltando apenas a minha opinião, logo fiquei imaginando todas as homossexualidades praticadas por ele durante o teste. Procurei esquecer isto e avaliar a capacidade técnica do cidadão. E assim todos constatamos que ele deveria fazer parte da banda. No entanto, prometi a mim mesmo que iria torná-lo homem, custe o que custasse. E foi no primeiro ensaio que começei a persuadí-lo. Antes mesmo do ensaio, cheguei nele e falei de forma ríspida: "vira homem rapaz! se não você está fora da banda". Surpreso com minha atitude, Galvão apenas balbuciou algumas palavras e foi de acordo com o que eu disse. Mas infelizmente, Boneca não parava de olha-lo de forma meiga. Foi daí que após o ensaio, dei-lhe um tapa na face e disse para que parasse com homossexualidade.

Nunca mais houve se quer uma troca de olhares entre esses dois. Matheus Galvão captou bem a minha mensagem e a partir daí começou a ter atitudes heterossexuais. Inclusive namorou e quase casou. Agora está novamente namorando. Está feliz, porém algemado novamente. Fico orgulhoso por ele estar gostando de mulheres. Acredito que fiz a diferença na vida desse rapaz, pois talvez se eu não tivesse presente, vai saber o que poderia acontecer com ele e nosso guitarrista Boneca. Alías, depois da minha briga com ele, o jovem menina também criou juízo e está até namorando. É nessas horas que eu sinto que fiz alguma diferença para essas pessoas, tornando-as heterossexuais!   

Eu já sabia!



















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Yndjanara

Viagem a Curitiba (pt.4)

O fato mais inusitado da viagem ocorreu justamente após chegarmos ao hotel. Estavamos cansados depois daquela longa caminhada. A primeira coisa que fizemos foi deitar cada um em sua cama e descansar um pouco. Depois de um tempo, Isaac Katlab foi tomar banho e aproveitei até para "tentar" tirar um chochilo. Algo que infelizmente não aconteceu porque fui obrigado a me deparar com uma certa voz rouca e desafinada ecoando no banheiro. Tratava-se do rapaz do boné verde da "wilson" cantando músicas sertanejas juntamente com seu pequeno celular. Ao mesmo tempo em que tentava acompanhar a voz que saía do aparelho, Isaac sem motivos aparentes, começava a dar gargalhadas. Após treze minutos de cantoria, ele finalmente saí do banheiro, logicamente já vestido e se deita em sua cama. Foi daí então que chegou minha vez. Resolvi esperar oito minutos para arejar o ambiente. Entrei e regulei a temperatura da água. Enquanto tomava meu relaxante banho, escuto um estranho barulho saindo da porta. Olhei para fora do box e reparei que o trinco se movia. Perplexo, rapidamente peguei a toalha na mão e fiquei imóvel. A porta estava trancada, pois nunca se sabe o que o jovem do outro lado poderia aprontar. E o fato de eu me precaver, salvou minha vida. Após quatorze segundos de agitação da porta, tudo se acalmou. O silêncio predominava no cômodo e podia-se ouvir somente o cair da água juntamente com minha respiração ofegante. Meu corpo ficou paralisado por trinta e dois segundos e logo em seguida, me lavei rapidamente e saí correndo para me secar. O medo maior foi no momento em que abri a porta. Podia sentir meu coração pular pela boca e minhas mãos estavam trêmulas. De forma vagarosa, abri a porta e me deparei com meu companheiro de quarto do outro lado, sorrindo de forma estranha. Foi neste exato momento que pensei: "ainda bem que eu já estou vestido". Ao avistar o cidadão me aguardando do outro lado da porta, disse: "saí fora daqui". Assustado, o rapaz se retirou e deitou-se em sua cama, ainda com aquele estranho sorriso na cara. Simplesmente fingi que nada daquilo acontecera. Deitei em minha cama e logo tudo voltou ao normal. Assistimos TV durante algum tempo e falei para descermos para procurarmos algum lugar para comermos (comida). Após mais uma longa caminhada, nada encontramos. Paramos em frente a um evento de jovens de quinze anos e continuamos a procurar um lugar. Depois de algumas horas, voltamos ao hotel e decidimos pedir uma pizza. Após vinte minutos, comemos (pizza) e fomos durmir cada um em sua cama, bem distante uma da outra.

No dia seguinte, tivemos que acordar muito cedo. Aproximadamente umas 9:06. Tomei um banho e descemos para tomar o tão esperado café da manhã. Uma única palavra define esse café matutino: decepcionante. Já fiquei em hoteis de pior estrutura com cafés muito melhores. No Bourbon não havia muitas opções e poucas mesas para muitas pessoas. Tanto que quase ficamos sem lugar para sentar se não fosse a bondade de um senhor a compartilhar sua mesa conosco. Comi alguns paezinhos com suco de laranja. Depois de meia-hora subimos e pegamos nossas malas. Descemos novamente e as levamos para o ônibus. A partir daí, cada um foi para um canto. Isaac Katlab foi para a PUC, no qual ele disse ter uma boa estrutura. Já eu, fui para o escondido Positivo, quarenta minutos do hotel (de ônibus). Sendo que um terço do trajeto, tive que ir de pé. Chegamos à faculdade um pouco depois das 11:00. O horário da prova estava marcado para às 13:00. Teria de ficar duas horas vagando por aquele lugar sem conhecer nenhuma pessoa se quer. Fiz a prova e até que não fui mal. Pode-se dizer até que fui bem, mas não bem suficiente para passar. Acabei a prova às 16:12. Teria que aguardar novamente até às 18h, já que algumas pessoas lerdas, levam todo o tempo integral para terminá-la. Novamente fiquei vagando até o horário. Na volta para o hotel, durmi quase todo o trajeto. Quando chegamos ao ponto de partida, lá estava Isaac Katlab encostado no muro com o pézinho esquerdo apoiado no muro e braçinhos cruzados, sinalizando ser um garoto de programa. Finalmente iríamos voltar para Maringá. Entramos no ônibus e partimos. Ainda teve mais uma parada. Comemos um lanche e voltamos para o ônibus. Assistimos "Sim, Senhor" no qual nosso amigo ex-genko não gostou e após o filme, todos simplesmente capotaram (dormiram), inclusive eu. Quando acordei, já estavamos em nossa querida cidade. Voltei andando para casa e desmaiei em minha cama. E essa foi a estranha viagem a Curitiba, com alguns fatos inusitados e um pouco mais.

Meu amigo Renan P. Mendes

Era justamente 24 de fevereiro de 2003 a data em que conheci esse rapaz. O mais incrível de tudo é que se passaram seis anos desde a primeira vez em que o vi e ele não mudou absolutamente nada fisicamente. Percebe-se pela foto ao lado que Renan P. Mendes continua com seus braços finos afeminados na grossura de uma asa de galinha. Nariz de batata e orelhas compridas. Cabelos curtos, alías, nunca mudara esse penteado. Mas voltando ao assunto, me recordo exatamente como foi a primeira vez que fui obrigado a conversar com essa pessoa. Eu estava sentado em minha carteira esperando que a aula começasse, quando de repente vejo um pequeno jovem de 1,44 de altura entrando pela porta, com andar rústico balançando seus ombros de um lado para outro de forma soberba e um olhar fuminante, encarando a todos que o cercavam, com o objetivo de amendrontá-los. Após se sentar próximo a mim (quase ao meu lado, fato um pouco estranho) passaram-se três minutos até que ele perguntasse: "que tipo de música você gosta?". A princípio, fiquei amendrontado, pois é um pouco estranho alguém chegar em um desconhecido e fazer esse tipo de pergunta logo de cara. Tímido, respondi: "ah cara.. gosto de tudo um pouco, mas principalmente Foo Fighters... e vc?", então ele disse: "gosto de axé, sou fã do Jacaré do É o Tchan!". Instantaneamente, uma palavra martelou em minha cabeça: gay. Fique imaginando aquele rapaz de baixa estatura descendo na boquinha da garrafa e robolando como uma galinha e fiquei enojado. No momento em que respondera minha pergunta, fiquei perplexo, mas tentei demonstrar tranquilidade, como se aquilo tudo fosse totalmente normal.

Passaram-se duas horas. Seria o horario do recreio. Então Renan disse: "Vamos descer lá na cantina ver o que tem para comer". Sem hesitar, o acompanhei até lá. Ao sentarmos em uma mesa, um jovem com a cabeça enorme e voz fanha se aproximou de nós e perguntou: "posso sentar aqui com vocês?" e eu disse: "senta aí". Com sua irritante voz fanha começamos a conversar. Seu nome era Bruno X. Rubim. O tamanho de sua cabeça e sua voz extravagante era o que mais lhe chamava atenção, mas com o passar do tempo, percebemos que ele seria um rapaz legal. Ao entrarmos na sala, um estranho menino estava sentado no lugar de Renan. Com suas sobrancelhas grossas, cabelo estilo Kurt Kobain e um boné bege, o garoto de Marialva chamado de Vinícius Boschini, logo se enturmara conosco.

O fato mais inusitado seria após duas semanas de aula. Renan P. Mendes começou a falar de um tal de "negão" sem qualquer fundamento. Ele inventava umas histórias sobre você estar encurralado em um certo cômodo de sua casa junto com o "negão" e quais seriam suas atitudes para evitar que esse ser lhe estuprasse. A cada resposta que você dava, ele encontrava alguma forma de te incurralar mais na história, até chegar ao ponto de você ficar sem nenhuma saída. Então refleti: "será que esse negão é algum trauma dele no passado? E foi a partir daí que começou minha desconfiança em relação a sua masculinidade. Com meus olhos de falcão, logo reparei também que ele encarava outros homens com intuito duvidoso. Foi então que lhe perguntei: "por que você fica encarando outros caras?". De forma ríspida, ele apenas disse: "pra impôr respeito, mano". Infelizmente, aquela resposta não me convenceu e logo fiquei mais desconfiado de tudo que estava se passando.

Depois de tudo, passaram-se alguns meses e o rapaz de pele pálida inventou uma brincadeira no qual fui totalmente contra: dar tapas na nádega dos outros. Era algo inaceitável e eu, logicamente, era totalmente contra. Quase brigamos para que ele parasse de fazer isso tipo de coisa. Talvez tenha feito algum efeito eu ter dito para ele parar, pois, com o tempo ele finalizou de vez com aquilo tudo. Mas isso tudo só alimentava minhas suspeitas. Estava tudo engasgado. Precisava chegar nele e dizer as palavras.

A coragem necessária veio dois dias depois de discutirmos. Era o horario do recreio. Chamei-o para conversar em particular e o levantei pelo colarinho. Minhas únicas palavras foram: "vira homem, rapaz!". Cabisbaixo ele apenas disse: "pô mano, vou tentar". Depois daquilo tudo, ficamos alguns dias sem conversar, mas valeu a pena. Ele finalmente parou de fazer esse tipo de brincadeira homossexual e inclusive até a olhar para as mulheres, algo que nunca havia feito antes. Vendo isso tudo, fiquei feliz e satisfeito. Apesar de rolar boatos de que Renan P. Mendes já teve um caso com Douglas Costa e Bruno X. Rubin, mas são apenas boatos e tenho certeza de que não são verdades.

Hoje ele já não fala mais desse tal "negão". Esta praticamente casado e já não tenho mais muito contato com o cidadão. Mas Renan P. Mendes me enche de orgulho ao se tornar homem, pois eu fico imaginando que tipo de caminho ele poderia ter enfrentado caso eu não tivesse lhe dado uma dura. Talvez a dona Oraide estivesse agora se lamentando por seu filho caçula estar na casa do tal "negão" fazendo não sei o que. Mas a realidade é outra. Renan, mostra pelo menos aparentemente ser homem e espero que nada disso mude.

Meu amigo Adriano B. Maia

Lembro como se fosse ontem. O pequeno garoto de dentes brilhantes e uma voz fina e afeminada aproximou-se de mim e disse: "você tem pêlo no cú?". Aquela frase soou como algo traumatizante para mim, um pobre menino inocente que nunca entrara em contato com esse tipo de palavreado e também esse tipo de pessoa. Eu estava na calçada frente ao Colégio Santo Inácio em pé na espera que minha mãe chegasse para buscar-me. Tenho em minha mente a data do ocorrido: coincidentemente 24 de março de 1999. O horário não me recordo, mas aconteceu após o termino da aula. Ao chegar ao ponto de encontro marcado com minha mãe para me buscar, rapidamente olhei para o lado e reparei que um rapazinho vinha de encontro a mim. Nunca o havia visto em minha vida. Com um andar desinibido, bochechas rosadas, sorriso maroto e seios finos e pontudos na cor marrom cocô (ele tem esses seios até hoje) Adriano B. Maia, desconhecido por mim até aquele momento, se aproximou e curvou seu pescoço para frente. Minha primeira impressão foi que: ou ele iria me beijar ou me dar uma cabeçada. Assustado, senti sua voz feminina penetrar em meus ouvidos, dizendo aquela inesquecível frase. Olhei para o lado e o empurrei respondendo de forma ríspida: "mas credo! suma daqui!". Corri e fui para o banheiro. Após sete minutos, sai de fininho, na esperança de não ter que encontrar novamente com aquele cidadão. Felizmente ele já não estava por lá. Então voltei ao local e fui embora.

No dia seguinte, tudo ocorreu como esperado. Mas no final da aula, lá estava ele novamente. Dessa vez, o jovem de beiços rosados chegou de forma mais sútil, perguntando meu nome. Desconfiado, respondi e resolvi não tocar no assunto de ontem, mas rapidamente, o menininho de nariz de batata, colocou suas mãos entre sua nádega direita e esquerda, muito abaixo da cintura e disse: "que coçeira que estou aqui atrás". Enojado, fingi que não ouvi e torci para que minha mãe chegasse logo, algo que infelizmente demorou a acontecer. Foi então que eu disse: "vou ao banheiro". Me escondi por lá durante nove minutos. Quando saí, minha mãe já me aguardava no local esperado e saí correndo para dentro do carro. Não olhei para os lados naquele dia, mas provavelmente, Adriano já havia partido.

Passaram-se nove dias desde a última vez que fui obrigado a conversar com o estranho menino. Era recreio. Eu estava na fila do lanche, esperando ser atendido para saborear meu delicioso cachorrão com molho de tomate, quando alguém me toca o ombro. Desconfiado que seja novamente aquele menino, rapidamente olhei para o lado e para minha decepção era ele mesmo. Era inevitável não reparar que seu nariz estava completamente melecado. A cada respiração, uma meleca de nariz se movia de acordo com o movimento de seus pulmões, entrando e saindo de forma repetitiva. Decidi ficar calado na esperança de não ser reconhecido, mas o jovem decidiu abrir a boca: "me espera no final da aula que eu quero te mostrar uma coisa". Não respondi. Depois disso, ele desapareceu. Chegando o final da aula, pensei se deveria me encontrar com ele ou me esconder no banheiro. Ao soar a música "Joque lixo no lixo, não jogue nada no chão. Vamos deixar essa escola, limpinha com esta canção" como sinal de partida, fui ao seu encontro de forma vagarosa. E lá estava ele. Logo reparei que havia um estranho objeto, de forma retangular e cor azul transparente em suas mãos. Dessa vez, seu nariz estava limpo, mas ele não parava de se cutucar. Então ele entregou o curioso objeto em minhas mãos e ao observá-lo, notei que havia algo escrito na capa azul transparente. Fixei meus olhos nas letras míudas e finalmente consegui ler. Não havia como não ficar surpreso. O que estava escrito era: "baralho pornô gay". Embora eu ainda não soubesse o que significava a palavra "pornô" e "gay", joguei o baralho no chão e sai correndo de encontro ao banheiro. Após dois minutos saí e fui direto ao garotinho e disse: "vira homem e nunca mais fala comigo". Cabisbaixo, Adriano apenas respondeu: "tá".

Fiquei muito tempo sem trocar se quer uma palavra com ele. Mas tudo mudou quando ouvi um boato de que Adriano Maia iria torcer para o Corinthians e que estava conhecendo um são-paulino chamado "Ênio Leonardo". Na saída do colégio, dei-lhe um tapa na cabeça, o levantei pelo colarinho e gritei: "Eu não falei para você virar homem?!". Depois disso fui ao banheiro lavar o rosto e refletir. Foi justamete nessa hora que pensei: "preciso ajudá-lo a virar homem!". Duas semanas depois, eu estava em frente a Igreja em frente ao colégio quando olho para um canto escuro e me deparo com Adriano Maia e Ênio Leonardo de mãos dadas. Minha primeira reação (logicamente) foi separá-los imediatamente. Utilizei minha mão direita como uma tesoura e cortei a ligação física de ambos. O jovem de bochechas rosadas ficou boquiaberto, enquanto a rapariga com uma pinta peluda no lado esquerdo do rosto gritou: "aiiiiiiiiiiii". Nervoso, apenas gritei: "suma daqui sua bicha" e logo em seguida: "você Adriano Maia, vai virar homem e torce para um time de verdade!".

Desde então, Adriano começou a torcer para um time campeão e inclusive, a gostar de mulheres. Pelo menos aparentemente. Namorou, quase casou. Se separou e agora está na luta para encontrar a parceira ideal. O que tenho a dizer depois disso tudo? Apenas que fiquei orgulhoso, pois fico pensando em que rumo esse rapaz poderia estar seguindo agora se eu não tivesse intervido. Seu pai poderia estar decepcionado tendo que aturar Ênio Leonardo em sua casa todos os dias ou até pousando lá nos finais de semana. Por enquanto, meu amigo Adriano B. Maia é apenas um aspirante à homem, mas com um pouquinho de trabalho, ele se tornará digno de ser respeitado como o sexo forte.

Meu amigo Rodrigo B. Nobre

Era justamente 24 de janeiro de 2001 o dia em que conheci esse indivíduo. Pura coincidência. Estava viajando devido a problemas familiares e passei por um pequena cidade no interior do Paraná chamada Toledo. Localizada na costa oeste-paranaense, próximo a Cascavel, a cidade com pouco mais de duzentos mil hab. me conduziu até esse jovem cidadão toledense que na época tinha apenas quinze anos. Estava eu, caminhando pela R. Raimundo Leonardi, em frente a prefeitura, quando (infelizmente) me deparo com dois rapazes de mãos dadas. Era meu futuro amigo Rodrigo e seu companheiro "Boleo". De fato, sempre fui contra o homossexualismo independente da idade, e vendo aqueles garotos de apenas quinze anos demonstrando afeto e carinho reciproco diante de meus olhos, me deixou profundamente irritado. Minha primeira reação (logicamente) foi separá-los imediatamente. Utilizei minha mão direita como uma tesoura e cortei a ligação física de ambos. O menino alto e orelhudo lançou um olhar fuminante com o objetivo de me intimidar enquanto seu amigo loiro apenas lacrimejou. Estava explicíto a irritação dos dois e eu apenas fiquei parado na retaguarda na espera que qualquer um deles partisse para cima com agressões físicas. Mas não houve nada. Naquele momento não pensara que homossexuais agissem como mulheres, ou seja, revidavam sem contatos físicos, apenas com ações que nos levassem a um menosprezo maior e fizesse com que eles saíssem "por cima". Fiquei surpreendido: Rodrigo tentou beijar "Boleo" na minha frente e lógicamente eu dei um tapa em sua face para que ele voltasse a realidade e percebesse que a vida lhe reservaria uma coisa muito melhor que ter ao seu lado um homem, ou seja, ter uma mulher cheirosa, desprovida de pêlos, voz feminina e cabelos longos. Após esses fatos, "Boleo" saíra correndo para sua casa e o sorridente rapaz com uma falha na sobrancelha direita ficou abismado com minhas atitudes de querer transformá-lo em homem. Lembro-me exatamente das primeiras palavras ditas por mim após o ocorrido: "Vira homem!".

Passaram-se dois meses e por irônia do destino me deparo novamente com Rodrigo Nobre em Maringá. Pior. Teriamos que estudar na mesma sala. A princípio, ficamos receosos em tocar neste assunto, mas ao passar do tempo ficou inevitável. Ele me contou que teve uma conversa séria com seu pai, Sr. Natalino, e sua família decidiu que era melhor mudar de ares, procurar um lugar para recomeçar e para que seu irmão Leonardo não seguisse o mesmo caminho do irmão mais velho. Após todas as explicações, telefonei para seu pai e o convenci que eu poderia ajudá-lo a tornar-se homem. Expliquei que seria um longo caminho a percorrer e que faria todo o possível para que meu novo amigo gostasse de mulheres. Prefiro não entrar em detalhes, mas hoje (2009), já se pode ver o resultado: Rodrigo, está praticamente casado com uma MULHER, feliz e apaixonado. Mas infelizmente com algumas sequelas: é notável que ele ainda torça para o São Paulo (bambis). E eu continuo lutando contra o homossexualismo com todas as minhas forças e persuadindo o toledense a torcer para um time de verdade, uma entidade campeã, ou seja, Sociedade Esportiva Palmeiras!

Todo ser humando tem suas falhas e Rodrigo vem demonstrando as suas atualmente. Não há motivo para esconder que sempre fui uma pessoa humilde com poucos patrimônios e o nosso amigo ex-homo nascera no berço de ouro. E percebo que ele vem me excluindo de suas atividades de fins de semana justamente por essa razão. Tudo bem que eu não esbanjo dinheiro como ele, mas tenho saúde e boa fé. Será que isso não basta a ele? Outra coisa: eu o ensinei a gostar de mulheres e não ser escravos (coleira) delas!

Após todos esses fatos, fica inevitáveis expor aqui suas qualidades. Rodrigo sempre fora um menino meigo. Talvez uma característica influenciada por sua adolescência conturbada. O respeito também está na sua lista de qualidades. Provavelmente esse respeito vem por causa também de sua adolescência conturbada, pois os homossexuais são muito descriminados e desrespeitados, e talvez isso o tornou uma pessoa respeitosa. É engraçado mencionar isso, mas quando ele veio para a "cidade mais segura do Brasil", seu esporte favorito era vôlei e eu tive que trabalhar bastante nesse ponto para fazê-lo gostar de futebol ou basquete e esquecer de vez esse esporte para homos. Resumindo, nosso amigo sempre foi um esportista também, sempre participando das atividades. É importante lembrar que ele é uma pessoa de confiança. Mesmo que haja uma desconsideração da parte dele por mim devido a minha classe social, eu ainda o considero bastante a ponto de referí-lo sempre como amigo sem hesitação... e essas são algumas palavras que caracterizam Rodrigo Barros Nobre.

Murillo Borges se Declarando!
























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Viagem a Curitiba (pt.3)

Partirmos da rodoviária e fizemos uma rápida parada no Jardim Botânico. Ao caminharmos pela pequena ponte localizada acima de um pequeno lago, nosso amigo Isaac Katlab começou "sabiamente" a jogar bolachas inteiras no lago, na intenção de se entreter com a briga dos peixes em busca por comida, enquanto uma pequena tartaruga se encontrava nadando isoladamente, fazendo seus exercícios diários. Em seguida tiramos algumas fotos, também pedimos para que uma mula tirasse uma foto nossa e esse ser irracional FINGIU que tirou, tomamos alguma coisa e voltamos para nosso ônibus e seguimos viagem. Finalmente chegamos ao hotel Bourbon, no Batel. Isaac rapidamente começou a festejar nossa chegada pulando na poltrona como um bambi no estádio Morumbi em São Paulo. Após um leve transtorno na recepção, chegamos ao quarto. Então o jovem rapaz de vinte dois anos vasculhou o frigobar e começou a pular na cama, novamente como um bambi. Era lógico que havia duas camas de solteiro no quarto distantes uma da outra. Deitamos cada um em sua cama e apreciamos os canais disponíveis na televisão. Após algum tempo, decidimos sair para procurar algum lugar para comermos (comida). Após duas horas de procura e a insistência do rapaz de orelhas compridas em dizer que todos os lugares citados por mim eram muito caros, encontramos um pequeno restaurante próximo ao Shopping Cristal. O rapaz de mãos finas ficou relutante, mas insisti para que entrassemos e perguntei ao chinês se era realmente o preço escrito na placa do lado de fora. Após a confirmação nos servirmos, inclusive Isaac fominha se entupiu de caramão, e comemos até não aguentarmos mais. Um fato inusitante aconteceu durante nosso almoço: Isaac Katlab ficou raivoso por eu ter pego duas garrafas de 290ml e não a de 2l. Agora, imagine você, caro leitor, tomando entre duas pessoas uma garrafa de 2l... sem cabimento. Mesmo supondo que nós dois conseguissemos beber tudo aquilo, imagine como seria para continuar nossa caminhada? Teria que parar a cada 5min! Sem contar que provavelmente nem conseguiriamos andar com toda aquela coca saltando em nossos estômagos! Após o rapaz narigudo e olhos puxados ficar nervoso, eu apenas disse: "Isaac, vira homem!!". Fomos pagar. O desinibido rapaz de boné verde da "wilson" tentou puxar papo com o pequenino chinês que lhe deu um corte imediatamente. A surpresa maior foi quando pagamos a conta: R$9,00 (dois pratos de comida com direito à camarão à vontade e duas cocas 290ml).

Então partirmos rumo ao shopping novamente para tomarmos sorvete. Isaac tentou persuardir o funcionário do Mac para lhe dar um copo da promoção, algo que não aconteceu e novamente voltamos para o nosso passeio. Chegamos à algum lugar no subúrbio. Nosso amigo ficou amendrontado e rapidamente escondeu seu boné da "wilson" em sua bolsa e também seu tênis da puma, guardando-o e substituindo por um chinelo "havaina". Após algumas voltas, encontramos o manto sagrado: a bandeira do Alviverde Imponente! Foi tentação... tive que comprá-la. O garoto de sorriso largo procurava desesperadamente por um boné e um óculos. Infelizmente não encontrara nenhum dos dois que procurava. Decidimos que era hora de voltarmos. No caminho passamos no shopping Curitiba e voltamos para o hotel. Breve a continuação dessa estranha viagem à capital!

Link do Isaac alimentando os peixes

Companheiros da Genko

A primeira vez que vi esse cidadão chamado Isaac Katlab na loja, logo percebi que o conhecia de algum lugar. O rapaz de camiseta azul desbotada, calça social e sapato, imediatamente me lançou um olhar fulminate na intenção de me pessoadir a amá-lo. Algo que logicamente não aconteceu. Após o ocorrido, o jovem vendedor me encarava descaradamente prontamente a me mandar um beijo, tentando me desconcentrar de meu aprendizado como novato. Passaram-se alguns dias até chegarmos àquele dia... Era próximo do meio-dia e por coincidência, Isaac Katlab foi designado a me acompanhar até o restaurante para que eu pudesse aprender o difícil caminho até nosso local de alimentação. No momento em que saímos da loja, o rapaz de nariz pontudo, prontamente se ajoelhou perante minha pessoa e convidou-me formalmente para almoçar. Sem nem ao menos processar os fatos, saí correndo e me escondi no banheiro. Após dez minutos, voltei ao local aonde se encontra o jovem de orelhas compridas. Sem dizermos uma palavra sequer, caminhamos lado à lado mas distantes, até o "Panela de Barro". Foi então que nos servimos e Isaac se ofereceu a sentar ao meu lado. Felizmente isso não aconteceu e o mesmo sentou à mesa ao lado da minha. Enquanto mastigava minha deliciosa comida, olhei para o lado e reparei que o garoto de olhos puxados me encarava de forma meiga com o queixo apoiado pelas mãos. Rapidamente corri para o banheiro e tranquei a porta. Depois de três minutos, retornei e disse: "Isaac, vira homem!". E após meu recado, o veterano vendedor tentou tocar minha mão de forma discreta, algo que com certeza não aconteceu. O pior momento deste almoço, foi quando o sorridente rapaz tentou dar-me comida na boca e tentar limpar meus lábios com sua língua, coisas que de fato não ocorreram. Felizmente sobrevivi a esta experiência homo.

Foi como se tivesse acontecido ontem. Murillo Borges. Aquele rapaz alto de cabelo encaracolado usando óculos de grau sentado no sofá da Genko com as pernas juntas e as mãos em cima das coxas com anel prata no polegar direito e um relógio preto no pulso esquerdo. Em sua face, observava-se apenas aquele olhar sereno e meigo, juntamente com uma respiração ofegante que se esvaireceram no momento que se deu 8:00. Quando ele se levantou, seus seios imediatamente se moveram para cima e para baixo pela forma repentina que se executou a ação. Suas pernas longas e peludas quase não aguentaram o peso de seu corpo e por pouco não podia-se ouvir o estalar de seus joelhos enfraquecidos pelo trabalho extra exigido. Ao dar o primeiro passo, o jovem barbudo de nariz de batata, estendeu seus braços para fora e ao caminhar, podia-se compará-lo a uma pessoa desfilando na passarela. A todo momento, o elegante rapaz me observava, lançava olhares e lambia os beiços sem nenhuma razão aparente. A partir daí, ele tentou me se aproximar de mim dizendo que era de uma cidade chamada Jacaré, fundada por Jacaré do grupo "É o Tchan", que era miguxo da Grazi e apaixonado pelo Cauã. A primeira palavra que me veio à cabeça foi: "gay". Inclusive, a cada segundo que nos cruzavámos na loja, Murillo Borges tentava dar um tapa em minha nádega esquerda, algo que felizmente nunca aconteceu.

Este dia é difícil de se esquecer. Miguel Felix surgiu do nada, como coelho tirado em cartola. Eram 9:43 a primeira vez que o vi. Ele estava aprendendo sobre o estoque e com seu andar soberbo, se aproximou de mim e me encarou de forma que parecia eu ser a última pessoa na face da Terra. Após o ocorrido, o jovem de sobrancelhas grossas utilizava todos os meios para me ver, seja bebendo água ou passando pelos corredores do estoque. A cada momento em que estava próximo, seus imensos olhos redondos se retiravam para o desdem, na busca de encontrar algum assunto para discutir com minha pessoa. Foi daí que notei que o rapaz de calça-jeans larga e tênis de skatista tinha um lado oculto prestes a se revelar. Depois de alguns dias, ele tomou coragem e chegou dizendo à mim: "oi, meu nome é Miguel e vim da Espanha". E rapidamente ele virou seu rostinho em 45º e voltou a falar: "seu nome é Fernando né? Você é um gatinho". Em um piscar de olhos saí correndo para o banheiro e fiquei por lá durante nove minutos. Voltei e gritei para o menino de voz grossa: "vira homem, rapaz". Então Miguel Felix abaixou a cabeça, mostrando um olhar de decepção. Uma semana depois, notei que ele encontrara alguém da sua raça. Tratava-se de Adriano Maia. Muitas vezes em que ia para o estoque de cima, encontrava Miguel esfregando a mão a boca e Adriano fechando o zíper da calça. Foi uma das coisas mais traumaticas já vistas por mim.

Maia´s Fest 2009 (30/05)

Uma festa das boas. Equilibrada com números aproximados entre homens e mulheres para azar de alguns de nossos amigos. Muita cerveja, caipirinha e vinho. A companhia dos amigos, inclusive até de meu amigo Anderson Lee e o sumido Rodrigo B. Nobre. E até banda tínhamos na festa. Mas infelizmente, como nunca falta, algumas pessoas se exaltaram e demonstraram seu lado "sombrio" que sinceramente, eu já desconfiava.

É inevitável não notar a facilidade com que Anderson Lee e Murillo Borges se apegaram. É como se ambos se completassem ou como se eles tivessem uma conexão. Seria algo que esteve escrito nas estrelas? Em diversas situações era notável a troca de olhares e as tentativas frustrantes de se tocarem diante das pessoas. Eles procuravam sempre ficar lado à lado para que ninguém percebesse, mas com meus olhos de falcão, logo percebi tal ação. Inclusive houve um determinado momento em que seus dedos se entrelaçaram e finalmente eles puderam compartilhar aquele sentimento mútuo entre os dois. No entanto, usarei todos os meios cabíveis para impedir essa sem-vergonhice, pois Anderson e Murillo são meus amigos e eu não posso permitir que caminhem para o caminho contrário à felicidade.

Com certeza o casal mais marcante da festa foi Renato e seu amigo. Não tinha como eu não notar como os dois conversavam e se tocavam de forma suave à ponto de ser praticamente desperbido. Mas com meus olhos de falcão e meu sensor aranha, logo detectei que algo estava muito errado entre esses dois e comecei a notar diversas coisas, como por exemplo o modo como se olhavam. Era nítido o afeto que havia ali, inclusive me aproximei na tentativa de tentá-los perssuadi-los de que a vida é muito mais do que isso. Que mulher é um dos melhores prazeres da vida. Infelizmente não fui convincente e subitamente, o anfetrião da chacara e seu "companheiro" desaparecem em uma triste escuridão.

A dupla dinâmica formada por Adriano Maia e Rodrigo Nobre é a mais polêmica. Como pode-se notar na foto ao lado, Rodrigo estaria desnorteado pelo toque de seu "companheiro" em sua face e estaria aproveitando cada momento que lhe resta ao lado dele. Adriano está alegre na foto, feliz por estar com a pessoa que ama. Agora voltando a Maia´s Fest 2009, nosso amigo Adriano se entregou completamente ao seu lado homossexual. Inclusive, em determinada hora ele disse: "Rô, pra você é tudo de graça. O que você quiser eu dou sem pensar duas vezes". Foi neste exato momento em que dissera essas determinadas palavras que percebi que a ternura que existia entre ambos era recíproca, tanto que Rodrigo, vulgo Toledo, apenas lhe respondeu com uma leve piscadinha sem nem mesmo ser notado por sua esposa Aline.

Pensa em uma pessoa que me mata de vergonha na festa. Pois então, para aqueles que não conhecem: Yndjanara Barbosa. A embriaguez era tanta que ela não sabia nem ao menos diferenciar direita e esquerda. Sem contar que falava tudo enrolado. Sem comentários!

Durante a festa, Jaqueline Vincentini me levou para Paisandu com o propósito de buscar sua irmã. Após dezessete minutos chegamos ao local e voltamos para a Maia´s Fest 2009. Infelizmente, a Jaque e a Vivi não quiseram voltar para a festa porque estavam com sono e também por frescura. Gostaria de aproveitar este espaço para avisar a senhorita Jaqueline Mantovani que eu desisti oficialmente de tenta-la ajudá-la amorosamente! E que mesmo eu lhe conseguindo bons partidos, ela só quer o galã da novela das seis! Deixa você Jaqueline.

Para finalizar, gostaria de parabenizar os anfetriões pela festa. Foi muito legal e aqueles que não foram se arrependeram. O único lado negativo da festa é que o Anderson Lee, Isaac Katlab, Murillo Borges/Liz Karina e a Nayara Bertholi desapareceram sem ao menos se despedirem e a Yndjanara B. que não cumpre o que fala.

Viagem a Curitiba (pt.2)

Finalmente a cidade de Curitiba. No momento em que acordei já estavamos em frente à rodoviária. Isaac estava sentado de ladinho na espera que alguém desse o bote, fato que felizmente não aconteceu por falta de pretendentes. Então lhe acordei apenas dizendo: "acorda, rapaz". Atordoado pela viagem, o rapaz de blusa verde cocô de cavalo desceu do ônibus em busca de terra firme e assim poder respirar o ar da nossa capital paranaense. Ao concretizar ato, ou seja, respirar esse tão esperado ar, o menino de tênis da puma tossiu imediatamente. Ao executar a ação, pensei ser o leitinho (choko-milk) descendo guela abaixo do cidadão, mas após se inclinar levemente para frente, o garoto da jeans da "ecko" falou: "meeeeeuuuu deuuuusss, que fedor! Parece que comi fezes!". Ao olharmos para o lado, avistamos um esgoto a céu aberto e imediatamente Isaac Katlab gritou: "ai, credo! Que cheirinho horrível". Minha atitude foi apenas olhar para ele e dizer: "Isaac, cala boca". Em seguida decidimos procurar algum lugar para que pudessemos tomar café da manhã. Durante o trajeto, estavamos totalmente perdidos e nosso amigo de boné da "wilson" decidiu procurar um cidadão curitibano para perguntar a localização de alguma panificadora próxima. Então, quando estavamos em uma avenida com pouca movimentação de carro e também de pessoas (eram 07:09), em uma calçada de larga passagem e deserta, surge uma moça com aproximadamente trinta e cinco anos, cabelos lisos, longos e castanhos (provavelmente pintado), olhos cor de mel, lábios carnudos, nariz fino, dentes brilhantes com um pequeno pedaço de alface próximo ao (dente) canino, blusa verde cacharrel com uma mancha bege próximo a cintura na lateral-esquerda, jeans azul-marinho da "lee" com um pequeno detalhe no bolso da frente na parte direita, meia-fina na cor preta da "luppo", um sapato bico fino e salto alto da "via uno" nº36 e uma bolsa preta de tamanho médio da "D&G" já um pouco desgastada. Ansioso em conversar com a assustada moça, Isaac a aborda de forma precipitada e totalmente inadequada gritando: "moça, moça", gesticulando com a mão para que a estranha mulher se aproximasse dele. Enquanto eu estava três metros atrás, o extrovertido rapaz se encontrava a dezenove centímetros dela e ao balbuciar no ouvidinho da curitibana, a gordinha começa a correr como se esse ato fosse o último de sua vida e ao mesmo tempo gritando: "ai meu Deus! eu não tenho nada, saí daqui! aiiiii!". Seus enormes peitos apenas saltitavam rapidamente a ponto que parecessem que iriam criar vida. Isaac fica boquiaberto com olhos arregalados sem que seu corpo fizesse qualquer movimento, reinando um silêncio que nos permitia ouvir nossa própria respiração. Então ele vira e fala: "japa, o quê que foi isso?". Pasmo, eu apenas gesticulo com os ombros que não sei. Sinceramente esse foi o fato mais marcante da viagem à capital. Após isso tudo, finalmente encontramos uma panificadora e novamente mais um fato inusitado: as mãos do esquecido rapaz estavam tremendo e seus olhos apenas olhavam com desdém. E eu percebi que quando ele está assim, o negócio dele é comer o famoso "enrolado de carne", um pequeno (9cm) salgado de forma cilindríca revestida com uma pele fina e recheada com carne dentro. E também sempre acompanhado de leite (choco-milk). O mais insólito disso tudo é que ele gosta de colocar o leite na ponta do "enrolado de carne" e antes de morder, nosso amigo utiliza a língua para retirar o leite do salgado, lambendo-o lentamente começando pelos lados e finalizando com a ponta. Talvez ele quissesse expressar alguma coisa com isso, mas será que alguém consegue entender uma coisa como essa? Enfim, após tomarmos nosso café da manhã, voltamos para a rodoviária e sentamos em um banco frente ao ônibus para descansar e depois de seis minutos voltamos ao nosso transporte. Ao chegarmos lá, a porta estava fechada e o motor já estava ligado, então o motorista abriu a porta, entramos e ouvimos nosso guia dizer no "walk-talk": "achei eles, pode deixar", enquanto todos nos olhavam com olhar de desprezo por fazê-los esperar por míseros minutos. Em outras palavras, quase ficamos presos na rodoviária! Breve a continuação dessa estranha viagem!

Dia Estranho

Hoje fora um dia estranho... fatos demasiados conturbam minha cabeça. Primeiramente fui noticiado ontem sobre a Maia´s Fest 2009 promovida por Adriano Bilis Maia (rapaz de bochecha rosada agachadinho na frente). No dia seguinte (hoje), Isaac Katlab (mini-moicano com camiseta vermelha) me procura no "MSN" afirmando que queria sair com minha pessoa, com o pretexto de apreciar minha presença. No momento em que o avisto em frente ao shopping Avenida Center, o rapaz do boné verde da Wilson grita por mim de forma totalmente ultrajante: "oi lindo!" e rapidamente corri na direção contrária a ele, passando despercebido pelas demais pessoas que o cercavam naquela hora. O sorridente e desinibido menino decide então encontrar nosso amigo e "companheiro" particular de Isaac em seu local de trabalho. Esse esbelto jovem e barbudo atende pelo nome de Murillo Borges (rapaz de boné branco) que nos acompanhou até chegarmos ao nosso ponto de chegada, o shopping. Durante o trajeto, algo muito suspeito ocorreu. Murillo e Isaac queriam que eu andasse entre os dois e ambos me lançavam olhares meigos que particularmente não entendi o por que. E ambos tocavam minha mão suavemente com a intenção de passar seus dedos entre os meus. E foi por isso que decide caminhar um pouco atrás. Próximo à av. São Paulo, nosso amigo de óculos pronuncia as seguintes palavras: "Quero você". Na minha percepção eu apenas cometi um equívoco entendendo as palavras erradas, pois no momento em que dissera isso, estavamos comentando sobre a Maia´s Fest 2009 e como Murillo chegaria a festa. Foi daí que ele falou: "Quero você" o que provavelmente seria "Vou com você".

Já de volta ao ponto de partida, decidimos nos encontrar Tabata, menina vaidosa e espontânea, e trocamos palavras durante dois minutos. Em seguida, um fato inusitado que me deixou surpreso: Isaac observando botas femininas com intuito de comprá-las, pois ao análisa-las, dissera: "M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A" me deixando totalmente cabisbaixo e decepcionado. Foi daí que percebi que transformá-lo em homem seria como mudar água para o vinho. Mais adiante, Murillo com a camisa pólo da Usaflex (marca de sapato para idosos), decide comer dois pequenos lanches durante seu almoço e novamente fatos inusitados são repetidos quando o mesmo dissera o seguinte: "sou chegado no leitinho". Provavelmete ele não percebera que sua frase gerou ambiguidade naquela exata hora, mas alguns segundos depois notei que sua face se esvairou e momentaneamente o garoto de cabelo encaracolado ficou vermelho. Simplesmente fingi que nao notei. Mas passaram-se muitas hipóteses em minha mente. Ao sair do shopping, Murillo voltou para seu local de trabalho e fomos à loja da esquina cumprimentar nossos ex-companheiros de trabalho. E foi daí que o carismático e descontraído Miguel Félix(pólo branca com dois brincos de argola nas orelhas, fazendo sinal de "\/") aparece. Ao nos encontrarmos frente a frente, sua primeira pergunta foi: "Está malhando, japa?" me deixando totalmente encabulado com a situação. Em seguida, Miguel se aproxima ao me ouvido, suspirando as seguintes palavras: "estou vendo que muita coisa está crescendo em você...". Rapidamente dei-lhe um tapa na face e saí correndo para longe desse rapaz com atitudes homossexuais. A partir daí tudo aconteceu normalmente, exceto o fato de Isaac Katlab querer me dar um beijo no rosto como despedida. Apenas uma tentativa, pois saí correndo.

*A foto um pouco acima à direita é a Tabata que me mata de vergonha!

Viagem a Curitiba (pt.1)

O objetivo desta viagem era o Concurso do Ministério da Fazenda. Mas o que marcou nessa aventura foram alguns fatos inusitados. Antes de entrarmos no ônibus, me deparei com um rapaz extravagante, espontâneo e com um olhar meigo. Seu nome é Isaac Katlab. Minhas primeiras palavras (logicamente) ao ser obrigado a cruzar com aquilo, foi dizer: "Vira homem!" e me lançando uma expressão de surpresa, o menino de blusinha verde cocô de cavalo com preta, uma jeans da "Ecko" e um tênis branco da puma, respondera: "japunêis", com um sotaque de interior misturado a sua voz terna. Consequentemente, entramos em nosso meio de transporte e sentamos em nossos lugares. Minha poltrona se localizava na parte do meio do ônibus, enquanto Isaac se acomodou com a ultima fila frente ao banheiro. Após seis minutos, me levo em conta que novamente aquela voz meiga e terna volta a pronunciar minha etnia com tamanha clareza, me levando ao espanto. Foi daí que inclinei minha cabeça para ao lado e justamente onde o rapaz descendente de árabe estava localizado, aparecia uma mão para o alto sinalizando para me aproximar. Levantei-me de minha poltrona e me aproximei de onde o menino de boné da Wilson estava sentado. De repente ele disse: "Senta comigo, japa". Ao ser forçado a escutar aquela terrível frase, uma única palavra latejava em minha cabeça: "gay!". A principio, minha primeira reação foi virar o rosto e retornar ao meu devido lugar sem dizer uma única palavra. Mas ao me sentar e admirar a paisagem do lado de fora, Isaac sentou-se ao me lado e me encarou com um olhar de quem iria me beijar. Percebendo que eu o estava ignorando devido suas atitudes homossexuais, o rapaz saiu correndo de encontro ao banheiro e tropeçou em uma pequena mala no chão. Levantou-se, entrou no cubículo e trancou a porta. Foi nesse momento que a pequena palavra "OCUPADO" na parte de cima da porta acendeu me fazendo refletir sobre minhas atitudes. Sempre fui contra o homossexualismo e me mostrei claro em relação a isso, mas eu sentia que eu poderia transformar esse repremido cidadão maringaense em homem. Então, bati a porta e disse o seguinte: "Ei, vou trocar de lugar com a menina que está ao seu lado". Como um passe de mágica, o rapaz com lágrimas aos olhos, abrira a porta e tentou me abraçar, mas esquivei e saí correndo. Com todos sentados em seus lugares, o ônibus começou a se movimentar. Antes mesmo de sair de Maringá, quase todos os passageiros estavam durmindo, provavelmente se concentrando para o concurso. Enquanto isso, nosso amigo com um sorriso no rosto ria e gesticulava. Queria alguém para conversar. E foi assim durante três horas, até que fizemos nossa primeira parada. Ao se acenderem as luzes Isaac falou: "Quero fazer xixi" e desceu correndo, como se sua vida dependesse apenas daquilo para sua sobrevivência. Calmamente todos descemos e em frente aos sanitários, encontrei o indeciso rapaz diante a porta e disse: "Ué, você ainda não foi no banheiro?" e ele respondeu: "Não sei em qual entrar." Irritado, de imediato dei um chute em sua nádega direita expressando minha impaciência. Após o ocorrido, comemos um salgado e apreciamos alguns dos produtos oferecidos. Em seguida, subimos novamente ao ônibus e continuamos nossa viagem. A partir daí, Isaac se acalmou e durmiu. 4:37 da madrugada me deparo com uma mão na parte inferior da minha coxa direita e perplexo pergunto irritado: "Que que é essa mão aqui?!" e com uma voz trêmula, responde: "Quero pegar o cinto". Detalhe: Isaac não usou cinto em nenhum momento da viagem e momentos antes após nossa partida da parada, ele pronunciou as seguintes palavras: "O quê que eu quero com essa bosta de cinto?!". Foi daí que lhe dei um soco em seu ombro e joguei o cinto para seu encontro. Após esses fatos, a viagem foi tranquila.Breve a continuação desta estranha viagem!