Parece até coincidência, mas não é. Era 24 de agosto de 2004. Eu e meu amigo Rodrigo B. Nobre, vulgo Toledo, estavamos procurando um baterista para nossa banda urgentemente. Por indicação, chegamos até esse rapaz ao lado, Matheus G. Galvão. Era preciso um teste para o qualificarmos com sua bateria. Então ele nos disse para que fossemos em sua fortaleza, próximo a av. Cerro Azul. Nosso primeiro contato, foi através do "msn". Após doze minutos de conversa, percebi que algo estranho se passava com esse jovem rapaz, pois exatamente nesses doze minutos, ele disse: "quero vocês aqui na minha casa, vou estar sozinho." Li atentamente com meus olhos de falcão para ver se era mesmo aquilo que estava escrito na tela. Infelizmente era mesmo. Após o incidente, uma única palavra martelava em minha cabeça: gay. Passaram-se dois dias e finalmente chegamos a casa de nosso futuro baterista. Ao abrir a porta de aço de sua mega-fortaleza, nos deparamos com uma figura cômica de sobrancelhas bem feitas, mãos delicadas, aparelho nos dentes e nariz de Michael Jackson. Com suas pernas depiladas e seu tênis nº 38, Matheus pediu para que entrassemos. Ao chegarmos até seu estúdio, ele disse com sua voz fina e rouca: "quero tocar vocês". O fato é que ele falou tão rápido, que o certo seria "quero tocar COM vocês". Logicamente, todos nós fingimos entender a segunda frase. Durante o ensaio, reparei com meus olhos de falcão que Matheus Galvão não tirava os olhos do nosso guitarrista Matheus Cavalher, vulgo Boneca. Com jeito de menina e cabelos longos e dourados, Boneca, de alguma forma, atraiu sexualmente o jovem baterista, havendo troca de olhares famintos e fulminantes com direito a lambidas de lábio. Tentei ignorar isso, pois não era o momento para interver a homossexualidade dos dois. De alguma forma eu teria de impedir isso!
Logo após o ensaio, nos dirigimos até a cozinha. Lá havia um cachorro preto cego com mais de vinte anos que batia em todas as paredes quando caminhava pela casa. E rapidamente, Matheus Galvão foi até o cesto de frutas e pegou duas bananas. O mais inusitado de tudo era a forma como ele descascava a fruta. Ao invés de puxar a ponta da casca até a parte de baixo, ele a segurava com a mão fechada, próximo a parte de cima, e fazia uma movimentação repetitiva de baixo para cima na espera que algo surgisse na parte superior da fruta, deixando-o totalmente frustrado. Em seguida, ele as colocou em um pequeno prato (agora já descascadas), cortando uma das pontas para que pudesse deixá-las equilibrando na vestical no prato. Então, de maneira estranha, ele jogava leite nas bananas e começava a lambe-las sem qualquer motivo. O mais estranho de tudo é que ele se concentrava na ponta da fruta, lambendo-a com a língua através de movimentos eróticos. Fiquei enojado e disse: "O quê que você está fazendo rapaz?!". Olhei para meus companheiros de banda e vi que Boneca apreciava colocando seu próprio indicador em sua boca e lambendo-o insaciavelmente. Toledo apenas tampou os olhos com uma das mãos, mostrando-se enojado. Enquanto nosso vocalista, o extrovertido e melódico Thiago Matos apenas gargalhava. Logo depois disso, decidimos partir. Ao descermos da escada que leva a parte da frente da fortaleza, Matheus Galvão novamente me surpreendeu. No momento em que eu iria descer a tal escada, ele já se encontrava na parte de baixo e estranhamente ele se inclinou para frente e colocou suas mãos para trás em um sinal que eu devesse pular em suas costas. Irritado, gritei "credo! suma daqui sua bicha louca!". Então saí correndo de sua fortaleza rumo a minha casa.
Chegando lá, eu, Toledo, Boneca e Matos, conversavamos sobre a integração do individuo Matheus Galvão. Então Boneca disse: "adorei ele". E Matos: "Por mim ele está dentro". Toledo: "ai, não sei". Faltando apenas a minha opinião, logo fiquei imaginando todas as homossexualidades praticadas por ele durante o teste. Procurei esquecer isto e avaliar a capacidade técnica do cidadão. E assim todos constatamos que ele deveria fazer parte da banda. No entanto, prometi a mim mesmo que iria torná-lo homem, custe o que custasse. E foi no primeiro ensaio que começei a persuadí-lo. Antes mesmo do ensaio, cheguei nele e falei de forma ríspida: "vira homem rapaz! se não você está fora da banda". Surpreso com minha atitude, Galvão apenas balbuciou algumas palavras e foi de acordo com o que eu disse. Mas infelizmente, Boneca não parava de olha-lo de forma meiga. Foi daí que após o ensaio, dei-lhe um tapa na face e disse para que parasse com homossexualidade.
Nunca mais houve se quer uma troca de olhares entre esses dois. Matheus Galvão captou bem a minha mensagem e a partir daí começou a ter atitudes heterossexuais. Inclusive namorou e quase casou. Agora está novamente namorando. Está feliz, porém algemado novamente. Fico orgulhoso por ele estar gostando de mulheres. Acredito que fiz a diferença na vida desse rapaz, pois talvez se eu não tivesse presente, vai saber o que poderia acontecer com ele e nosso guitarrista Boneca. Alías, depois da minha briga com ele, o jovem menina também criou juízo e está até namorando. É nessas horas que eu sinto que fiz alguma diferença para essas pessoas, tornando-as heterossexuais!
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