Meu amigo Rodrigo B. Nobre

Era justamente 24 de janeiro de 2001 o dia em que conheci esse indivíduo. Pura coincidência. Estava viajando devido a problemas familiares e passei por um pequena cidade no interior do Paraná chamada Toledo. Localizada na costa oeste-paranaense, próximo a Cascavel, a cidade com pouco mais de duzentos mil hab. me conduziu até esse jovem cidadão toledense que na época tinha apenas quinze anos. Estava eu, caminhando pela R. Raimundo Leonardi, em frente a prefeitura, quando (infelizmente) me deparo com dois rapazes de mãos dadas. Era meu futuro amigo Rodrigo e seu companheiro "Boleo". De fato, sempre fui contra o homossexualismo independente da idade, e vendo aqueles garotos de apenas quinze anos demonstrando afeto e carinho reciproco diante de meus olhos, me deixou profundamente irritado. Minha primeira reação (logicamente) foi separá-los imediatamente. Utilizei minha mão direita como uma tesoura e cortei a ligação física de ambos. O menino alto e orelhudo lançou um olhar fuminante com o objetivo de me intimidar enquanto seu amigo loiro apenas lacrimejou. Estava explicíto a irritação dos dois e eu apenas fiquei parado na retaguarda na espera que qualquer um deles partisse para cima com agressões físicas. Mas não houve nada. Naquele momento não pensara que homossexuais agissem como mulheres, ou seja, revidavam sem contatos físicos, apenas com ações que nos levassem a um menosprezo maior e fizesse com que eles saíssem "por cima". Fiquei surpreendido: Rodrigo tentou beijar "Boleo" na minha frente e lógicamente eu dei um tapa em sua face para que ele voltasse a realidade e percebesse que a vida lhe reservaria uma coisa muito melhor que ter ao seu lado um homem, ou seja, ter uma mulher cheirosa, desprovida de pêlos, voz feminina e cabelos longos. Após esses fatos, "Boleo" saíra correndo para sua casa e o sorridente rapaz com uma falha na sobrancelha direita ficou abismado com minhas atitudes de querer transformá-lo em homem. Lembro-me exatamente das primeiras palavras ditas por mim após o ocorrido: "Vira homem!".

Passaram-se dois meses e por irônia do destino me deparo novamente com Rodrigo Nobre em Maringá. Pior. Teriamos que estudar na mesma sala. A princípio, ficamos receosos em tocar neste assunto, mas ao passar do tempo ficou inevitável. Ele me contou que teve uma conversa séria com seu pai, Sr. Natalino, e sua família decidiu que era melhor mudar de ares, procurar um lugar para recomeçar e para que seu irmão Leonardo não seguisse o mesmo caminho do irmão mais velho. Após todas as explicações, telefonei para seu pai e o convenci que eu poderia ajudá-lo a tornar-se homem. Expliquei que seria um longo caminho a percorrer e que faria todo o possível para que meu novo amigo gostasse de mulheres. Prefiro não entrar em detalhes, mas hoje (2009), já se pode ver o resultado: Rodrigo, está praticamente casado com uma MULHER, feliz e apaixonado. Mas infelizmente com algumas sequelas: é notável que ele ainda torça para o São Paulo (bambis). E eu continuo lutando contra o homossexualismo com todas as minhas forças e persuadindo o toledense a torcer para um time de verdade, uma entidade campeã, ou seja, Sociedade Esportiva Palmeiras!

Todo ser humando tem suas falhas e Rodrigo vem demonstrando as suas atualmente. Não há motivo para esconder que sempre fui uma pessoa humilde com poucos patrimônios e o nosso amigo ex-homo nascera no berço de ouro. E percebo que ele vem me excluindo de suas atividades de fins de semana justamente por essa razão. Tudo bem que eu não esbanjo dinheiro como ele, mas tenho saúde e boa fé. Será que isso não basta a ele? Outra coisa: eu o ensinei a gostar de mulheres e não ser escravos (coleira) delas!

Após todos esses fatos, fica inevitáveis expor aqui suas qualidades. Rodrigo sempre fora um menino meigo. Talvez uma característica influenciada por sua adolescência conturbada. O respeito também está na sua lista de qualidades. Provavelmente esse respeito vem por causa também de sua adolescência conturbada, pois os homossexuais são muito descriminados e desrespeitados, e talvez isso o tornou uma pessoa respeitosa. É engraçado mencionar isso, mas quando ele veio para a "cidade mais segura do Brasil", seu esporte favorito era vôlei e eu tive que trabalhar bastante nesse ponto para fazê-lo gostar de futebol ou basquete e esquecer de vez esse esporte para homos. Resumindo, nosso amigo sempre foi um esportista também, sempre participando das atividades. É importante lembrar que ele é uma pessoa de confiança. Mesmo que haja uma desconsideração da parte dele por mim devido a minha classe social, eu ainda o considero bastante a ponto de referí-lo sempre como amigo sem hesitação... e essas são algumas palavras que caracterizam Rodrigo Barros Nobre.

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