O objetivo desta viagem era o Concurso do Ministério da Fazenda. Mas o que marcou nessa aventura foram alguns fatos inusitados. Antes de entrarmos no ônibus, me deparei com um rapaz extravagante, espontâneo e com um olhar meigo. Seu nome é Isaac Katlab. Minhas primeiras palavras (logicamente) ao ser obrigado a cruzar com aquilo, foi dizer: "Vira homem!" e me lançando uma expressão de surpresa, o menino de blusinha verde cocô de cavalo com preta, uma jeans da "Ecko" e um tênis branco da puma, respondera: "japunêis", com um sotaque de interior misturado a sua voz terna. Consequentemente, entramos em nosso meio de transporte e sentamos em nossos lugares. Minha poltrona se localizava na parte do meio do ônibus, enquanto Isaac se acomodou com a ultima fila frente ao banheiro. Após seis minutos, me levo em conta que novamente aquela voz meiga e terna volta a pronunciar minha etnia com tamanha clareza, me levando ao espanto. Foi daí que inclinei minha cabeça para ao lado e justamente onde o rapaz descendente de árabe estava localizado, aparecia uma mão para o alto sinalizando para me aproximar. Levantei-me de minha poltrona e me aproximei de onde o menino de boné da Wilson estava sentado. De repente ele disse: "Senta comigo, japa". Ao ser forçado a escutar aquela terrível frase, uma única palavra latejava em minha cabeça: "gay!". A principio, minha primeira reação foi virar o rosto e retornar ao meu devido lugar sem dizer uma única palavra. Mas ao me sentar e admirar a paisagem do lado de fora, Isaac sentou-se ao me lado e me encarou com um olhar de quem iria me beijar. Percebendo que eu o estava ignorando devido suas atitudes homossexuais, o rapaz saiu correndo de encontro ao banheiro e tropeçou em uma pequena mala no chão. Levantou-se, entrou no cubículo e trancou a porta. Foi nesse momento que a pequena palavra "OCUPADO" na parte de cima da porta acendeu me fazendo refletir sobre minhas atitudes. Sempre fui contra o homossexualismo e me mostrei claro em relação a isso, mas eu sentia que eu poderia transformar esse repremido cidadão maringaense em homem. Então, bati a porta e disse o seguinte: "Ei, vou trocar de lugar com a menina que está ao seu lado". Como um passe de mágica, o rapaz com lágrimas aos olhos, abrira a porta e tentou me abraçar, mas esquivei e saí correndo. Com todos sentados em seus lugares, o ônibus começou a se movimentar. Antes mesmo de sair de Maringá, quase todos os passageiros estavam durmindo, provavelmente se concentrando para o concurso. Enquanto isso, nosso amigo com um sorriso no rosto ria e gesticulava. Queria alguém para conversar. E foi assim durante três horas, até que fizemos nossa primeira parada. Ao se acenderem as luzes Isaac falou: "Quero fazer xixi" e desceu correndo, como se sua vida dependesse apenas daquilo para sua sobrevivência. Calmamente todos descemos e em frente aos sanitários, encontrei o indeciso rapaz diante a porta e disse: "Ué, você ainda não foi no banheiro?" e ele respondeu: "Não sei em qual entrar." Irritado, de imediato dei um chute em sua nádega direita expressando minha impaciência. Após o ocorrido, comemos um salgado e apreciamos alguns dos produtos oferecidos. Em seguida, subimos novamente ao ônibus e continuamos nossa viagem. A partir daí, Isaac se acalmou e durmiu. 4:37 da madrugada me deparo com uma mão na parte inferior da minha coxa direita e perplexo pergunto irritado: "Que que é essa mão aqui?!" e com uma voz trêmula, responde: "Quero pegar o cinto". Detalhe: Isaac não usou cinto em nenhum momento da viagem e momentos antes após nossa partida da parada, ele pronunciou as seguintes palavras: "O quê que eu quero com essa bosta de cinto?!". Foi daí que lhe dei um soco em seu ombro e joguei o cinto para seu encontro. Após esses fatos, a viagem foi tranquila.Breve a continuação desta estranha viagem!
Viagem a Curitiba (pt.1)
Postado por
Fernando K.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
1 comentários:
hauahuaahuahau mais é muita, bestera mesmo....
Postar um comentário